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Introdução

Apesar da interface gráfica ser um apelo visual que atrai muitos usuário de computador ela não é muito usada em máquinas que trabalham em alguma função de Servidor. Não é que não seja permitido, mas uma questão de bom sendo. Para quê instalar ambiente gráfico em um computador que na maioria das vezes nem sequer usa monitor, mouse, teclado e etc. e que costumeiramente é acessado remotamente! Pontos a considerar:

  1. Espaço em disco
  2. Uso do computador
  3. Segurança

Espaço em disco

Uma instalação do Debian 7.5.0 sem ambiente gráfico (xWindow) vai ocupar do disco do computador algo em torno de uns 900 MB. Se você optar pela instalação com o um ambiente gráfico como o GNOME, por exemplo o espaço ocupado vai girar em torno de 5 GB, se optar pelo KDE, lá se vão mais alguns GBs de espaço de disco. Então, 1 x 0 para Instalação modo texto!

Uso do computador

Um servidor, com qualquer sistema operacional, em ambiente de TI, normalmente é gerenciado de forma remota, via SSH no caso do Linux, o que dispensa tranquilamente a instalação do ambiente gráfico. Questão de bom senso e economia de espaço em disco!

Não vem ao caso leitor, mas vou citar apenas para seu conhecimento: A Microsoft embarcou na briga pelo mercado dos servidores de redes em julho de 1993 com o Windows NT 3.1, o atrativo principal, na época, era principalmente a interface gráfica; os anos passaram e a tendência do mercado de servidores no que se refere a interface do sistema operacional mudou; em fevereiro de 2008 a Empresa de Mister Bill Gates lançou seu primeiro sistema operacional para redes incorporando as novas exigências do mercado corporativo, o Windows Server 2008 com a opção de instalação em versão Core. E o que é Core? nada mais nada menos que uma versão do Windows Server 2008 sem o ambiente gráfico.

Então! Não é porque a Microsoft chegou a esta conclusão que a tendência é o uso do Modo Texto, (Perdão! Core mode), que vamos nos convencer da não necessidade do ambiente gráfico, como eu disse antes e uma questão de bom senso. Novo placar: 2 x 0 para Instalação modo texto!

Segurança

Em se tratando de Servidores de Rede, Segurança é Fundamental… E quanto mais programas e serviços rodem em seu servidor, mais vulnerável ele será. Pensando nisso não vamos promover chances para o azar. 3 x 0 para Instalação modo texto!

Mas não fique triste, se você está começando agora no Mundo Pinguim e o que quer mesmo é aprender, considere o discurso acima quando realmente você for pilotar um ou uns Servidores de Rede. Portanto instale seu Linux como quiser e vamos ao que interessa que é aprender como usar o Shell Linux para gerenciar o sistema.

Vale lembrar que de modo geral quase todos comandos que mostraremos aqui em modo texto, Shell Linux, também poderão ser usados nos emuladores de terminal em modo gráfico.

Artigos Relacionados

Aqui no Blog do Software Livre, Já foram publicados outros artigos relacionados ao tema aqui tratado e que podem ser útil ao seu aprendizado. Nosso intuito com esta série de artigos é promover o conhecimento sobre Software Livre, Sistema Operacional Linux no caso, às pessoas que buscam conhecimentos e referências nesta área, mundo Linux. Na verdade o Blog todo tem haver como o assunto, mas vou listar alguns artigos mais interessantes publicados até o momento para seu aprendizado:

  • Repositório de pacotes local apt-get — Esta dica ensina como criar um repositório local com pacotes de programas e bibliotecas para instalação via rede local, útil em locais onde a conexão de Internet é lenta ou para minimizar o consumo da Banda de Internet.
  • Debian GNU/Linux – Instalação – I — Esta primeira parte do artigo sobre instalação do Debian GNU/Linux descreve os procedimentos para baixar a ISO, mídia de instalação, do Debian e a criação da Máquina Virtual no VirtualBox.
  • Debian GNU/Linux – Instalação – II — Segunda parte do artigo sobre instalação do Debian GNU/Linux e Trata dos procedimentos para a localizar e setar a imagem ISO para o Boot na máquina virtual.
  • Debian GNU/Linux – Instalação – III — A terceira e última parte do artigo sobre instalação do Debian GNU/Linux descreve e orienta com telas e comentários a instalação do Sistema Operacional até ficar pronto para uso.
  • Ajustando hora local no Debian — Esta é uma dica rápida em poucas linhas que orienta o ajuste da hora no Linux quando instalado em Dual Boot com Windows.

Deixando de lado as apresentações, considerações e etc. vamos ao que interessa!

Neste primeiro artigo, vamos às práticas com comandos para acesso e saída ao sistema (logon e logout) e listagem de conteúdo e navegação na árvore de diretório do Linux.

Logon, Logoff e Desligamento do Sistema

Conteúdo

  • Iniciar sessão do usuário (fazer login);
  • Encerrar sessão do usuário (fazer logoff);
  • Desligar o computador.

Apresentação

Objetivo: Conhecer o Shell de entrada do Linux; Iniciar sessão de usuário;

Conhecer os comandos logout, exit, e o atalho Ctrl + D;

Conhecer os comandos halt, shutdown -now e técnica de desligamento por ACPI.

Iniciando uma sessão de usuário

Para trabalhar em um sistema Linux primeiramente é necessário que você tenha acesso ao sistema e para tanto precisará de um nome de usuário e senha para se autenticar no mesmo. O Linux, assim como Unix de onde o Linux foi inspirado, foram sistemas concebidos para trabalhar em ambiente de rede e levando em consideração o conceito de sistemas multiusuários e Multitarefas, daí a razão da necessidade de cada usuário ter sua credencial própria para acesso ao sistema.

Existem diversas formas de acesso ao Linux, algumas delas são: Via Shell de comando na própria máquina, via Shell de comando remoto através de SSH e via Interface gráfica local ou remota, estas opções são apenas algumas formas de acesso ao seu Linux.

Ao iniciar o sistema Linux a primeira tela depois das mensagens da inicialização será a tela de login. A imagem abaixo mostra a tela de login. A seta amarela indica o Prompt para entrada do nome do usuário:

Shell Linux

Na imagem seguinte é mostrado um exemplo de login com usuário Aluno, usuário fictício criado para nossos exemplos nesta série; as setas indicam os locais para entrada do nome do usuário e senha, respectivamente:

Shell Linux - Login

Ná próxima, imagem uma simulação de erro no acesso do usuário ao sistema no número 1, primeira tentativa; mais uma tentativa no número 2, então o acesso é concedido, daí em diante temos o Shell do Linux pronto para receber os comandos inseridos pelo usuário, no número 3:

Shell Linux - Prompt de comando

Aos usuários recém chegados ao sistema Linux é comum o erro de senha nos primeiros Logins. Ao digitar a senha o usuário espera que algo seja mostrado, mas devido a um recurso de segurança chamado Shadow o usuário digita a senha e nada é mostrado. Este é um recurso excelente contra os bisbilhoteiros de plantão, que os impede de ver sua senha enquanto você digitada!

Observando na figura acima podemos notar na última linha o chamado Prompt de comando, é logo após do $ (cifrão) o local que receberá os comandos que você irá digitar para o uso e administração do sistema. Este $ indica que você está logado com usuário comum, sem privilégio administrativo. Quando o sistema é acessado pelo usuário root, que por padrão é o usuário Administrador, ao invés do prompt mostrar o $ mostrará o caractere # (sustenido). Veja o exemplo na imagem abaixo:

Shell Linux - Prompt de comando root

Agora você deve está se perguntando, e ai, qual usuário devo usar? A recomendação é que se use o usuário ROOT somete para tarefas Administrativas, o uso indevido do usuário root pode causar danos irreparáveis ao sistema. Então fique atento: final do Prompt com # é root; final do Prompt com $ é usuário comum, o ideal para uso em tarefas Não Administrativas!

Encerrando a Sessão e Desligando o Computador

Mais uma informação antes de prosseguirmos:
O Linux, assim como o Unix, é um sistema Case sensitive, “que significa sensível ao tamanho, ou sensível a maiúsculas e minúsculas, ele é usado para indicar que há diferenças entre letras com caixa alta e com caixa normal”. Portanto para o uso dos comandos considere esta Informação!

Para encerrar a sessão do usuário logado poderemos fazer usar: $ logout ou $ exit, o comando exit encerra a shell bash e consequentemente o usuário logado com ele. Uma forma rápida de encerrar a sessão utilizando o atalho Ctlt + D.

O desligamento do computador via comando deve ser feito pelo usuário root com um dos comandos a seguir:

# halt
ou
# shutdown -now

A forma rápida para desligar o computador e pressionar rapidamente o botão LIGA/DESLIGA do gabinete, esta é uma técnica conhecida por: Deligamento por ACPI e é suportada apenas por computadores com placas mãe padrão ATX. MAS ATENÇÃO: é pressionar rapidamente, não pressionar e segurar até o computador desligar pelo corte brusco de alimentação!.

Comandos de ajuda do sistema

Os manuais de programas, comandos, recursos e arquivos de configurações instalados junto com o seu Sistema Operacional são, sem dúvida, sua melhor fonte de pesquisa sobre o sistema. Vamos conhecer um pouco sobre eles antes de iniciarmos às práticas com comandos, assim o leitor já irá se familiarizando com este recurso de estrema utilidade aos usuários Linux. Os manuais também são conhecidos por: Páginas de manual.

Conteúdo

  • man   – Ajuda de programas, comandos, recursos e arquivos de configurações;
  • info   – Ajuda de programas, comandos, recursos e arquivos de configurações.

Apresentação

Objetivo: Conhecer os comandos man; info; e parte das suas opções.

Tarefas: Praticar com os comandos man; info; e parte das suas opções.

Comando man

Comando man – Consulta os manuais on-line do sistema:

Sintaxe:
  man [opção] [seção] comando

Opção Descrição
-a Exibe todas as páginas do manual;
-h Exibe uma mensagem de ajuda do próprio man;
-w Exibe a localização de páginas do manual a serem exibidas.
Seção Descrição
1 Bin – binários essenciais ao funcionamento do sistema;
2 Sys – chamadas do sistema;
3 Lib – funções das bibliotecas do sistema;
4 Dev – arquivos de dispositivos;
5 Etc – arquivos de configuração;
6 Games – Jogos;
7 Misc – miscelânea;
8 Sbin – binários essenciais à administração do sistema;
9 Boot – kernel.

Exemplos de uso comando man

$ man ls

Veja na imagem abaixo o exemplo de uso do comando:

Observe no canto superior esquerda a informação LS(1) que significa que este comando pertence à seção 1 (1 Bin – binários essenciais ao funcionamento do sistema).

Para navegar no manual do comando use as setas de direção do teclado (para CIMA ↑ e para BAIXO ↓), para encerrar o utilitário man use a tecla ‘q’.

Comando info

Comando info – Consulta os manuais on-line do sistema:

Sintaxe:
  man [opção] comando

Opção Descrição
-d nomedir Adiciona um diretório a lista de diretórios a ser procurado para arquivos;
-f arqinfo Especifica o arquivo a ser utilizado pelo comando info;
-h Exibe a uma mensagem de ajuda.
Exemplos de uso comando info

$ info man

Veja na imagem abaixo o exemplo de uso do comando:

Os comandos man e info serão bastante úteis no uso regular, nos estudos e práticas com o uso dos comandos em sistemas Linux e Unix.


Comandos de Localização, Listagem e Navegação

Conteúdo

  • pwd   – Mostra sua localização atual na árvore de diretórios;
  • ls   – Lista o conteúdo do diretório;
  • cd   – Muda de diretório.

Apresentação

Objetivo: Conhecer os comandos pwd; ls; tree; cd e parte das suas opções.

Tarefas: Praticar com o uso dos comandos pwd; ls; tree; cd e suas opções de uso.

Comando de Localização

O comando pwd mostra a localização, diretório, em que o usuário se encontra na árvore de diretórios.


$ pwd

Veja a saída do comando na imagem abaixo:

Comando pwd

Comandos de Listagem

Os comandos ls e tree são usados para mostrar o conteúdo de diretórios especificados no comando.

$ ls

O comando ls puro, sem as opções auxiliares, no diretório HOME do usuário, neste momento, logo após a instalação do sistema deve retornar nada de conteúdo; simplesmente por não haver conteúdo listável para um ls sem opção -a.

Comando ls

Vamos tentar agora com as opções ‘-a’ e ‘-a -l’:

$ ls -a

Comando ls -a – Lista o conteúdo de um diretório na árvore de diretórios Linux incluídos os objetos iniciados com . (ponto), que no sistema Unix e Linux são considerados por muitos autores como diretórios e arquivos ocultos.

Comando ls -a

$ ls -a -l

O comando “ls -l -a” Lista o conteúdo de um diretório na árvore de diretórios Linux incluídos os objetos iniciados com . (ponto), em colunas simples. Com estas opções também serão mostrados detalhes dos arquivos como no arquivo .bash_logout: tipo (que podem ser: -; d; l; c; s; p; b), permissões (rw-r–r–), número de ligações para o arquivo (1), dono (aluno), grupo (aluno), tamanho (220) , data e hora da criação ou modificação (jul 9 14:32) e nome do arquivo (.bash_logout).

Comando ls -a -l

Se ao invés de digitar ls -l -a você digitar simplesmente ls -la o resultado será o mesmo. Esta é uma das caraterísticas do Shell Linux, você pode acumular várias opções de um comando usando apenas um “-” caractere menos.

Sintaxe do comando ls:
  ls [opçoes] [arquivo...]

Algumas das opções do comando:

Opção Descrição
-C Lista em colunas ordenada verticalmente;
-a Inclue os arquivos com o nome iniciados com ‘.’ na listagem;
-d Lista nome de diretórios como arquivo, preferencialmente no lugar de seu conteúdo;
-l Escreve (no formato de colunas simples) incluindo o modo do arquivo, número de ligações para o arquivo, o nome do proprietário, o nome do grupo, o tamanho do arquivo (em bytes), o rótulo do tempo, e o nome do arquivo;
-1 Lista em colunas simples verticalmente.

Para conhecer todas as opções do comando consulte o manual do comando: man ls.

Metacaracteres

Metacaracteres, são caracteres que podem ser utilizado para aprimorar mais os comandos, eles possuem significados especiais para o Shell. Podemos dividir os metacaracteres em duas categorias: coringas (wildcards), que servem para implementar filtros os nome de arquivos e extensões, e expressões regulares utilizadas para especificar strings de texto dentro do arquivo. Os principais metacaracteres são:

Tabela de metacaracteres
Curinga Descrição
? Corresponde a um único caractere;
* Corresponde a todos os caracteres;
[] Corresponde a qualquer um dos caracteres dentro dos colchetes;
[a-z] Corresponde a uma faixa de caracteres dentro dos colchetes.


Tabela de expressões regulares
Expressão regular Descrição
? O item precedente é opcional e deve coincidir no máximo uma vez;
* O item precedente deverá coincidir zero ou mais vezes;
+ O item precedente deverá coincidir uma ou mais vezes;
[ ] Corresponde a qualquer um dos caracteres dentro dos colchetes;
[a-z] Corresponde a uma faixa de caracteres dentro dos colchetes;
^abc Corresponde ao padrão abc no início da linha;
abc$ Corresponde ao padrão abc no final da linha;
\<acb Corresponde ao padrão abc no início da linha;
abc\> Corresponde ao padrão abc no final da linha;
{n} O item correspondente deverá coincidir exatamente n vezes;
\{n\} O item correspondente deverá coincidir exatamente n vezes;
{n,} O item correspondente deverá coincidir n ou mais vezes;
\{n,\} O item correspondente deverá coincidir n ou mais vezes;
{,m} O item correspondente é opcional e deverá coincidir no mínimo m vezes;
\{,m\} O item correspondente é opcional e deverá coincidir no mínimo m vezes;
{n,m} O item correspondente deverá coincidir no mínimo n vezes, mas não mais que m vezes;
\{n,m\} O item correspondente deverá coincidir no mínimo n vezes, mas não mais que m vezes.

Bem, depois de conhecermos os metacaracteres, coringas e expressões regulares, poderemos agora criar um ambiente propício à prática com estes recursos. Vamos então criar um diretório e dentro dele alguns arquivos para as práticas.

No processo de criação do diretório e arquivos utilizaremos alguns comandos ainda não abordados até aqui, mas logo mais, em outro artigo, falaremos sobre eles!

Considerando que ainda estejamos no diretório HOME do usuário, vamos criar um subdiretório “exercícios” os comandos (1): $ mkdir exercicios e depois (2) $ cd exercicios, pronto, se tudo ocorreu bem estamos agora no diretório exercícios. Como na imagem abaixo.

 Convenção: Nas imagens a seguir considere cada número em vermelho um comando.

Comando mkdir + comando cd

Estamos quase lá! Vamos agora criar alguns aquivos vazio de conteúdo para praticar com os coringas e expressões regulares; façamos os seguintes comandos conforme as imagens abaixo:

Comando touch teste

Agora uma sequência de arquivos com extensão “.txt”.

Comando touch teste.txt

Mais uma sequência de arquivos com extensões “.new” e “.old”.

Comando touch texto.new

O shell Bash é bastante interativo e você pode usar isso a seu favor, por exemplo: para repetir ou aproveitar um comando digitado antes use as setas de direção do teclado (para CIMA ↑ e para BAIXO ↓) para navegará entre os último comando executados.

Usando Coringas e expressões regulares

Usando Coringas

Depois de criados os arquivos acima com o comando touch no diretório exercícios “/home/aluno/exercícios”, é hora da prática com comando ls usando como auxiliares coringas e expressões regulares.

Vejamos o primeiro exemplo na imagem abaixo usando os comandos $ ls e $ ls -1 com o coringa “*” (asterisco):

Comando ls

Um exemplo mais seletivo, com $ ls -1 e coringa “*”, o comando nº 1 lista qualquer arquivo com extensão “.txt“, nº 2 lista arquivo iniciados com “tex” e extensão “.txt“, e o nº 3 lista arquivo iniciados com “tes” e extensão “.txt“:

Comando ls -1 *.txt

Na sequência seguinte, usando o coringa “?” (interrogação), mostramos como listar no comando 1 arquivos com 5 caracteres, mas que o terceiro caractere seja “x” e com extensão “.txt“. No comando 2 arquivos com 6 caracteres, mas que o terceiro caractere seja “x” e com extensão “.txt“. E no comando nº 3, arquivos com qualquer quantidade de caracteres, extensão “.txt” e terceiro caractere obrigatoriamente seja “x”.

Cmando ls ??x??.txt

Listando arquivos que contenham números entre 1 e 3 [1-3] com qualquer extensão no comando 1; Listando arquivos que contenham números entre 1 e 3 [1-3] com extensão “.old” no comando 2. Neste exemplo eu usei [1-3] que significa intervalo de 1 a 3, se você substituir por [1,3] serão listados os arquivos que contenham 1 e 3. Então com caractere “-” (hífen) significa intervalo, com caractere “,” significa número 1 e número 3.

Comando ls *[1-3]*

Usando Expressões Regulares

Expressão regular é um recurso extremamente eficiente para filtragem de conteúdos em pesquisas não só no Shell do Linux, mas em todas as áreas onde seja necessário pesquisar algo de forma seletiva, a aplicabilidade na área da Informática é super abrangente: Awk, JavaScript, Perl, PHP, Python, Sed, Tcl, VBscript, C, Java, Ruby, ActionScript, PHP PCRE, Shell Script, HTML5, Lua, .NET (VB, C#) são algumas linguagens onde você pode ser beneficiado com o uso de Expressões Regulares.

Em contra partida Expressão regular é um assunto bastante complexo e assim sendo não nos aprofundaremos no assunto, mostrarei apenas dois exemplos simples, mas deixarei uma referência de grande importância para quem queira aprofundar-se no assunto que é o Livro Expressões Regulares – Uma Abordagem Divertida – 4ª Edição do Aurelio Marinho Jargas.

Agora nossos exemplos:

Comando ls -1 | grep '^.....[1]'

Na amostra acima usamos o comando $ ls -1 canalizando a saída para o comando grep através do caractere “|” (pipe), utilizando as seguintes Expressões Regulares:

  1. no comando 1 – ‘^…..[1]’ — que listará arquivos que contenham inicialmente 5 caracteres e que o sexto caractere seja número 1;
  2. no comando 2 – ‘^…..[1]$’ — que listará arquivos que contenham inicialmente 5 caracteres e que o último caractere seja o número 1.

Complicou? Ficou difícil de entender? É o seguinte: o “^” (circunflexo) diz para o grep que o que queremos é algo que inicie com 5 caracteres, representados pelos pontos “…..”, e diz que o sexto caractere deve ser “[1]” o número “1”. E no comando seguinte o “$” (cifrão) diz para o grep que o último caractere deve ser o número “1”!

Continua complicado? Pega este PDF e no site do Aurélio e estude-o, http://aurelio.net/regex/apostila-conhecendo-regex.pdf, é distribuição livre para quem quiser ler e/ou baixar.

Sobre o “|”, grep e outros recursos, comandos e opções de comandos usados neste artigo e não detalhados, nos artigos seguintes da série os abordaremos…

Comando tree

Para usarmos o comando $ tree muitas vezes é necessário fazer sua instalação, no Debian GNU/Linux ele não é instalado por padrão. Mas não é nada complicado, basta com o usuário root, já que instalação de programas é tarefa administrativa, efetuar o comando # apt-get install tree e estará resolvido.

O comando tree lista o conteúdo de diretórios em forma de árvore, daí o seu nome tree (árvore em inglês).

Veja a imagem do comando executado no diretório HOME do usuário aluno no computador server1250:

Comando tree

Para conhecer as opções do comando consulte o manual do comando: man tree.

Comandos de Navegação

Comando CD

O comando cd (change dir) é usado para mudar a sessão de localização na árvore de diretórios nos sistemas Unix, Linux, Mac-OS e Windows sua sintaxe é simples:
  $ cd diretório...

No exemplo a seguir, imagem abaixo, partimos do diretório HOME do usuário alunos “/home/aluno” para o diretório exercicios, “/home/aluno/exercicios”:

Comando cd

Já no exemplo seguinte usamos o comando cd seguido de “..” dois pontos 1, 2, 3 três vezes, em cada vez a localização da sessão é elevada um nível na árvore de diretórios e no final usamos o comando pwd para saber a localização atual depois dos três comandos cd .., como resultado, no comando 4, pwd, pudemos notar que estamos no diretório “/” (diretório raiz).

Comando cd ..

Pelo comando tree -d /home tem-se uma visão melhor do caminho percorrido. Veja abaixo:

Comando tree -d /home/

Para retornar para o diretório do usuário (conhecido no mundo Linux como Diretório Home do Usuário) pode-se usar o comando cd, ou cd ~, ou ainda cd /home/aluno.

Comando cd

Se quisermos voltar ao último diretório onde estivemos, podemos utilizar o comando cd – como na imagem abaixo:

Comando cd -

Mais um exemplo, saído do diretório Home do usuário e indo para o diretório “/tmp”, comando 1 e de lá para “/usr/local/bin”, comando 2. Neste caso estamos usando o caminho completo para chegar até o diretório de destino, diz-se caminho absoluto. Quando usamos o comando $ cd .. também estávamos usando caminho relativo, ou seja, um nível acima relativo ao local onde encontrávamos.

Comando cd /tmp

Usando caminho absoluto

Caminho Absoluto ou Cainho Completo é quando usamos um comando indicado o caminho completo do diretório ou arquivo que queremos chegar, desde o diretório raiz “/”. Veja no exemplo abaixo onde estamos no diretório “/home/aluno” e usamos o comando $ cd /home/aluno/exercicios/ ao invés de simplesmente usarmos $ cd exercicios/, que seria no caso usar o caminho relativo. Mas relativo a quê? Relativo ao diretório onde estamos no momento de efetuar o comando.

Comando pwd

Usando caminho relativo

Usar o caminho relativo é quando ao invés de colocarmos no comando todo o caminho, da raiz até o objeto de destino, usamos um caminho abreviado a partir do ponto em que estamos na árvore de diretórios. Quando usamos acima o comando $ cd exercicios/ estávamos usando caminho relativo.

Veja um exemplo abaixo, onde usamos cd seguido de 1, 2, 3 vezes ../ (ponto ponto barra) para partirmos do diretório “/usr/local/bin” e chegar ao diretório “/”.

Comando cd ../../../

Isto é caminho relativo. No dia a dia sempre precisamos de usar este recurso em diversas ocasiões.

Atalhos para o comando cd

Atalho Descrição
cd . Permanece no diretório atual;
cd .. Vai para um diretório acima na árvore de diretórios;
cd ~ Vai para o diretório HOME do usuário;
cd – Volta ao útimo diretório navegado.


Resumo dos comandos utilizados no artigo

Finalizando

Este foi o primeiro artigo da série Linux – Comandos Básico do Blog do Software Livre, e tem como meta promover conhecimento sobre Software Livre para quem se interesse pelo assunto. Software Livre é transparente e tão bom quanto Softwares Proprietários, que são caixinhas de segredos; sendo que o Software Livre tem grande vantagem, não custa nada, é Livre. É bom para você que busca uma oportunidade no mercado de trabalho, ou busca aprimorar seus conhecimentos. E é bom para as Empresas que barateiam seus custos operacionais e em muitos casos reverte a economia em capacitação de pessoal e melhorias salariais.

O próximo artigo da série já está em andamento… Até breve!


Referências:

  • FERREIRA, Rubem E. Linux : guia do administrador do sistema – 2.ed. rev. e ampl. – São Paulo: Novatec, 2008.
  • MACIEL, Francisco José. C. Treinamento Avançado em Linux – Teresina: SENAC/DR/DFP, 2010. [Apostila do curso Administração e Suporte em Redes Linux – SENAC DR/PI]
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Case_sensitive
  • http://www.dicas-l.com.br/arquivo/permissoes_e_tipos_de_arquivos_no_linux.php#.U6R1XyrK0XE – acesso em: 20/06/2014.
  • http://wiki.ubuntu-br.org/ComandosBasicos – acesso em: 20/06/2014

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